PERÍODO DE ESTIAGEM IMPULSIONA VENDAS DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO NO AMAZONAS

O período de estiagem e temperaturas mais altas deve impulsionar em cerca de 20% as vendas de materiais de construção em Manaus, segundo estimativas de lojistas do setor. O movimento, tradicionalmente mais intenso entre agosto e dezembro, ocorre em um cenário em que o custo da construção no Amazonas permanece abaixo da média nacional, embora os materiais tenham registrado alta de 0,54% em julho.

Dados do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (SINAPI/IBGE) mostram que o custo médio da construção no Estado chegou a R$ 1.948,21 por metro quadrado em julho, avanço de 0,31% sobre junho. O valor é R$ 36,89, ou 1,86%, inferior à média brasileira, de R$ 1.985,10, colocando o Amazonas na 16ª posição entre as 27 unidades da Federação.

Entre os sete estados da Região Norte, o Amazonas apresentou o menor custo médio. O Pará ficou em segundo lugar, com R$ 1.985,34/m², enquanto o Acre registrou o maior valor, de R$ 2.303,57/m². A alta mensal amazonense, de 0,31%, também foi a menor da região, abaixo de Rondônia (0,44%) e Pará (1,02%).

Termômetro do setor
Para o engenheiro civil Paulo Rodrigues, o comportamento do consumo de materiais pode indicar um ritmo acelerado para o setor da construção. “O consumo de materiais é um bom termômetro do setor de construção. Quando cresce de forma consistente indica aumento no volume de obras, seja em quantidade de projetos ou no porte das construções.”

Nas lojas de Manaus, a expectativa é de que o período seco favoreça tanto pequenas reformas quanto novas construções. Na loja Constrói, localizada no Parque Dez, zona Centro-Sul, o gerente-geral Maurício Naoto afirma que o comércio de materiais apresenta comportamento sazonal e muda conforme as condições climáticas.

“No verão, tem mais saída os produtos para obras novas e reformas”, explicou o gerente. Segundo ele, a expectativa é alcançar 20% de crescimento nas vendas durante o mês de agosto.

A maior demanda também pode exigir reforço no quadro de funcionários. De acordo com o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Amazonas (CREA-AM), as contratações no setor podem crescer aproximadamente 15% durante a temporada de maior movimentação.

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